São Paulo, 6 de Setembro de 2010 - Boa Noite

CRECI-SP pesquisa sobre a exclusividade

Em setembro, o Departamento de Pesquisa do CRECI-SP começou a consultar os corretores de imóveis sobre o que pensam em relação à exclusividade de vendas e locações. Dos 365 profissionais pesquisados, que atuam na Capital, foram estes os resultados obtidos: 45,51% a favor; 39,22% contra; e 15,27% sem opinião sobre o assunto.


Pessoas que votaram a favor: 5805
Pessoas que votaram contra: 2557


E você: é favorável à exclusividade?
Sim
Não
Indiferente

Sua área de atuação:
Capital
Grande São Paulo (incluindo ABCD, Guarulhos e Osasco)
Interior
Litoral


Qual seu nº de CRECI?



Os principais argumentos favoráveis à exclusividade foram os seguintes:


•  a lei aumenta a segurança do corretor no que se refere à garantia de ter sua comissão paga pelo cliente, uma vez que há um documento assinado, reconhecendo o vínculo entre as partes;
•  impossibilita a concorrência desleal;
•  é mais uma forma de fiscalização, já que somente os corretores inscritos no Conselho é que poderiam conseguir exclusividade dos clientes;
•  acabaria com a poluição visual no que se refere ao excesso de placas nos imóveis;
•  o corretor de imóveis passaria a ser mais valorizado pela sociedade;
•  as avaliações feitas pelos corretores terão de respeitar o valor efetivamente realizado pelo mercado; do contrário, o corretor que supervalorizar ou subvalorizar o imóvel para conseguir a captação acabará tendo sua credibilidade questionada;
•  o corretor trabalhará a comercialização do imóvel com mais afinco, uma vez que só ele poderá anunciar o produto;
•  possibilita o trabalho em parceria, uma vez que há a possibilidade de se dividir a comissão.


Argumentos contrários à exclusividade:


•  o proprietário do imóvel não quer ficar preso a um único corretor, preferindo que “n” corretores trabalhem seu imóvel;
•  o proprietário deve ter a liberdade de colocar seu imóvel à venda em quantas imobiliárias quiser;
•  as imobiliárias pequenas não sobreviverão, pois os proprietários vão preferir as grandes empresas (esta reclamação é bem acentuada nas zonas mais carentes da cidade);
•  vai aumentar a responsabilidade em se realizar uma venda rapidamente; do contrário, corre-se o risco de perder o cliente. E realizar uma venda em três meses é muito difícil em tempos de crise.

CRECI-SP ::Conselho Regional de Corretores de Imóveis::
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